20/02/2016

Saudade

 
 
Tem dias que a saudade invade e entra pelas frestas das portas e janelas, acende a luz do banheiro, sai pela água do chuveiro. Esses dias tudo me faz lembrar você, o vivido e o não vivido. É tanta coisa que mexe tanta história guardada, que já tem poeira no porta - retrato da primeira foto revelada. Como a dor das torções que curou, mas lateja em dias frios. É aquela dor aguda, que dói mesmo quando você não esbarra, nem fala e nem pensa mais. Como flashback quando uma música toca, ou o reflexo condicionado de alguns momentos. A dor lateja naquele lugar construído, naquele amor doído que já foi remexido e agora parece virar poeira e se transformar em saudade.